Web Designing: -web Page Design Programs are a Fantastic Choice for Creating a Pleasant!

Using web page design programs are a great way to build your own web site design. Although it may appear unprofessional, the web site you build with web page design programs can be a temporary fix until you can afford to retain a web site designing company. No matter which way you go, your modest business needs to have some type of online presence in order to exist in the cutthroat terrain of business.

I am going to leak a few keys about this theme.

Website designing businesses are indispensable for creating exceptional web site designs that will hook a larger buyer base.
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You can build a website design by yourself if your one reason for online presence is personal. With affordable web page design programs and services that put up free websites, you can polish your skills with special components of website design. But if you prefer an exceptional and unrivaled website design for your business, your perfect option is finding a website design company or freelancer to appease this need. With a website design company, you can be confident that your small business’s website gets the professional appearance needed to hike your earnings capacity. Just start with web page design programs.

Vinod Kumar
http://www.articlesbase.com/web-design-articles/web-designing-web-page-design-programs-are-a-fantastic-choice-for-creating-a-pleasant-725549.html

Posted on April 20th, 2010 by admin and filed under Web Design | No Comments »

How to SEO for Best SEO Strategies?

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ginfo gnine
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Posted on April 20th, 2010 by admin and filed under SEO | 2 Comments »

Derrubando Paredes!

Derrubando paredes!
Por Adm. Marizete Furbino

Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço. (Immanuel Kant)

Sabe-se que desde a década de 90 percebeu-se que o fácil e direto acesso aos gestores rendia frutos valiosos para a empresa, pois, os colaboradores atuavam com mais empenho, mais envolvimento e comprometimento, realizando a troca de informações e somando conhecimentos. Como conseqüência, gestores inteligentes adotaram como estratégia a eliminação de quaisquer obstáculos que porventura viessem a interferir em todo processo organizacional, tomando medidas drásticas e arrojadas, tais como, derrubar portas e paredes, deixando-as extremamente livres ao ambiente de trabalho.

Desta forma, ficam para trás as organizações recheadas de salas compartimentadas, cheias de divisórias e entram em cena as salas enormes, com ambiente fresco, claro e agradável, onde todos os departamentos executam suas atividades. Com isso se compartilha, não somente os conhecimentos, habilidades e atitudes, mas compartilha-se também o ambiente, que é um só, onde todos ouvem as conversas de todos e aprendem a cuidar de suas próprias vidas, sendo forçados a deixar para trás a vida alheia, assim como as famosas “fofocas”.

Nesta era, torna-se primordial primar pela soma. Temos que sempre somar para ganhar; pensando assim, a hierarquia fica apenas no papel, pois, o gestor desce do “pedestal” e passa a ser mais parceiro dos colaboradores, passando a estar no meio de todos sempre, chegando até mesmo a dividir a sua mesa com um subordinado se preciso for, pois, têm claro em sua mente as idéias de soma, descentralização, compartilhamento e parceria.

Percebe-se que o individualismo, assim como o “engessamento” na maneira de gerenciar uma organização, bem como o status de poder, obscurecia os colaboradores, dificultando que enxergassem a visão, a missão e o negócio da organização. Quando se adota esta organização sem paredes, isto tudo fica para trás, uma vez que barreiras advindas da existência da estrutura física deixam de existir, passando a reinar a união, colaboração, a cooperação, a soma, e assim, toda a cultura da organização passa a ter uma nova visão.

De qualquer modo, nota-se que a equipe tem maior probabilidade de trabalhar de forma mais harmoniosa e integrada, onde o bem-estar fica evidente, prevalecendo, além do clima organizacional, relações interpessoais que corroboram com uma boa produtividade, ficando visível, tanto aos olhos dos clientes internos, quanto aos olhos dos clientes externos esse bem-estar.

É de se observar que forçadamente ocorre uma reeducação dos colaboradores que têm alguns hábitos considerados inadequados. Com tais medidas estes deixam de lados atos prejudiciais ao desenvolvimento das atribuições, como por exemplo, atos de insubordinação, impaciência, nervosismo, falta de educação, “fofocas”, o falar mal do outro, o falar alto demais, dar risadas escandalosas, utilizar material do escritório para fins pessoais. Neste sentido, os colaboradores aprendem a conviver naquele mesmo ambiente, de forma a descobrir e a respeitar os limites de privacidade, aprendendo em meio a tantos colaboradores e a tantos departamentos que estão agora integrados de forma geográfica.  Aprendem ainda a controlar seus impulsos, a aumentar seu poder de concentração, mantendo sempre o foco, o que permite maior rendimento, e por conseqüência, maior produtividade advinda da eficiência e eficácia em suas ações.

Importante salientar que a questão que tanto preocupa o administrador, que é minimizar tempo e custo, assim como maximizar resultado, fica resolvida. Com o escritório “aberto e sem paredes”, tudo fica transparente, pois, os colaboradores passam a aproveitar melhor o seu tempo, chegando até a envergonharem-se de ficar ociosos em meio a tantos ocupados, minimizando conversas improdutivas e procurando a produzir sempre atendendo às reais necessidades da organização, adequando seu próprio ritmo e compromisso atrelados aos resultados.

Somados a isso, a organização, para derrubar portas e paredes, deve primeiramente realizar um projeto para tal, pois mudará todo layout do imóvel, “reorganizando toda a organização”. Assim, deverá pensar não apenas na proximidade dos departamentos, mas também em como preparar os colaboradores para atuarem e conviverem de forma integrada, de forma a respeitar a privacidade do outro, pois de nada adianta derrubar paredes e portas se a concepção da própria organização de visão, missão e negócio permanecem da forma antiga.

Em todo esse processo torna-se imprescindível a opinião dos colaboradores no que tange a sugestões quanto às mudanças a serem realizadas, sendo que isso contribui para o sucesso da implementação de todo esse processo.

Pensando assim, fica claro que não apenas a estrutura física deve ser mudada, como também a estrutura organizacional. Nessa óptica, enfatiza-se que todos os envolvidos no processo organizacional devem ter conhecimento da visão, missão e do negócio da organização, mudando também a postura. Portanto, é de suma importância que cada colaborador sinta-se parte da organização, sinta-se valorizado, e a tal ponto que possa então entregar e a “mergulhar” de fato no trabalho da organização em prol do seu negócio.  

O que se nota também é que os problemas e entraves surgidos são resolvidos de forma mais rápida, pois, devido o contato ser intenso e de forma constante, todos se voltam para o mesmo, em busca de uma rápida solução, o que é extremamente importante e estratégico nos dias de hoje.

De um lado, é importante perceber que quando o ambiente organizacional é o mesmo para todos os departamentos, sem paredes, o administrador possui maior chance de realmente conhecer quem de fato trabalha, se envolve e se compromete com a organização, minimizando o risco de ser injusto no que tange à valorização e à avaliação do desempenho.

De outro lado, é importante lembrar que o administrador não deve jamais subestimar seus colaboradores, deixando de forma clara para os mesmos o que a organização espera deles, bem como suas responsabilidades, acreditando e confiando sempre nos mesmos.

Concluindo, a burocracia interna nesse tipo de ambiente organizacional deixa de imperar, e todos os colaboradores passam a aprender a não ficar dependente dela, o que contribui efetivamente para o desenrolar das tarefas de forma mais rápida, pois os entraves da famosa “espera”deixa de existir, pondo as relações de trabalho em xeque.

30/06/2008

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária no Vale do Aço.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br.
Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionando a autora e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br

 

Marizete Furbino
http://www.articlesbase.com/administração-articles/derrubando-paredes-720540.html

Posted on April 20th, 2010 by admin and filed under SEM | No Comments »

Search Engine Optimization Tips are Quite Helpful for Everyone

A website is a source of knowledge for online visitors and if the site is not properly promoted, then the aim of the online site would go in vain. It is obvious that you have entered the market to earn newer business opportunities. In order to take your site to the top of search engine ranking pages, search engine optimization tips and even search engine optimization firm will prove to be beneficial for you. It is, in fact, the right pathway to guide the professionals for improving their performance levels. Search engine optimization tips will enable the professionals to avoid some mistakes that may hamper their efficiency. After all, what matters in the business world is the performance level.

Search engine optimization will tell you about various aspects of this field and different dos and don’ts of search engine optimization. After all, you have come up to earn rewards and not suffer losses. Search engine optimization tips will also inform you about various methods that can be applied to increase the number of traffic that may turn into customers, if your website provides the necessary information. With the help of these guidelines, you will be able to give a perfect shape and growth level to your online business. Well, it is the matter of your business and you would definitely take every care to expand it. The most important thing for online business site is to be a part of popular search engines. And if you are popular, you will get to have more and more business opportunities.

If you go by Search Engine Optimization Tips, then first thing that you have to take care is the fact that title tag have to appear on the top of webpage and that too within HTML head tag. This will help the visitor to know that what the page is about. With this, visitor will be able to know that are they searching on the correct web page or not. Another thing that search engine optimization tips tends to inform is that you have to be extra cautious about the content that have to be placed on the web pages. The content has to be informative and descriptive, so that online visitor will be able to understand about the products and services that you are offering.

Search engine optimization is an important source of knowledge for those who are beginners in the field of search engine optimization. It will not only tell them ways to improve their efficiency, but will also prepare a strong base for a bright career ahead. It will also tell them the nuances of SEO that will give them a deep insight into what search engine optimization is. Search engine optimization tips will tell you about pay per click campaign and how to manage it. Pay per click management is nothing but a way to keep a track of number of visitors that are coming to your website. A certain amount is being bid for the keyword and if the visitor comes to your site in search for that keyword, then that decided amount is deducted from site owner’s account.

Steve Waganer
http://www.articlesbase.com/seo-articles/search-engine-optimization-tips-are-quite-helpful-for-everyone-115960.html

Posted on April 20th, 2010 by admin and filed under Search Engine | No Comments »

How difficult is it to be successful at web design & development?

I’m a middle school teacher who would like to make a career change. I’m very attracted to web design & development, but have heard that the market is now flooded with web designers. I also read that they don’t make much money. How difficult is it to get a job in this field and how much money can you make? What kind of education would I need? Any advice appreciated. Thanks!

It is not difficult to get a job in the web development industry since there are more job than people to fill them!

You can make anywhere from $30000 to $100000 to even millions if you make your own profitable sites. Just go to monster and search "Web".

A BS degree in Computer Science or a similar aspect like web design/development would be useful for getting a job.

NCSA gives certifications and training programs that will certainly help: http://www.ncsacademy.com/?ref=3043

To learn web programming languages:
http://www.w3schools.com/
http://www.freetechbooks.com/

As for design… that’s the hard one. It takes a lot of artistic skill to design a web page. Courses and classes will help, but an inner click is the best. Look around on Amazon for more books on design:
http://www.amazon.com/gp/redirect.html?ie=UTF8&location=http%3A%2F%2Fwww.amazon.com%2F&tag=noth03-20&linkCode=ur2&camp=1789&creative=390957

Posted on April 19th, 2010 by admin and filed under Web Design | 4 Comments »

What difference All in SEO Pack free and All in SEO Pro version?

I want to buy All in SEO Pro version plugin but there is still doubt whether the effect is more than free version?

Is there can explain in detail the differences between All in SEO Pack free and All in SEO Pro version?

The features in the pro version in my opinion aren’t worth it unless you are making a static website (less like a blog, more like a traditional website). It also may be beneficial if you are running a e-commerce off of Wordpress, but otherwise I would stick with the free version. Here are some of the listed features of the pro version.

* Canonical URLs
* Fine tune Page Navigational Links
* Built-in API so other plugins/themes can access and extend functionality
* ONLY plugin to provide full SEO Integration for WP e-Commerce sites
* Nonce Security
* Support for CMS-style WordPress installations
* Automatically optimizes your titles for search engines
* Generates META tags automatically
* Avoids the typical duplicate content found on Wordpress blogs
* For beginners, you don’t even have to look at the options, it works out-of-the-box. Just install.
* For advanced users, you can fine-tune everything
* You can override any title and set any META description and any META keywords you want.
* Backward-Compatibility with many other plugins, like Auto Meta, Ultimate Tag Warrior and others.

Hope you enjoyed. If you want to learn more about SEO checkout my blog at: http://www.alexhoug.com

Posted on April 17th, 2010 by admin and filed under SEO | 1 Comment »

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Posted on April 17th, 2010 by admin and filed under SEO | 1 Comment »

SEO Web Design

At present, the demand for SEO web design service is increasing day-by-day as it plays a significant role in creating a successful web presence for online business. A perfect website meets the requirements and vision of the clients highlighting their products and services, and effectively drawing more and more customers.

Entertain, Inform and Bring Customers Back

Search engine optimization and web design services focus on creating informative and appealing websites with high-impact graphics and interactive solutions. Effective search engine optimization can successfully market your website, enabling it to gain a competitive edge, increase online visibility, increase sales revenue, make your business more efficient, and bring in more enquires. Moreover, it offers the highest levels of accessibility and usability.

Benefit from Dynamic Websites

Design and develop a successful website with excellent graphic design and other features. To create a professional image for your company in an eye-catching way, websites are developed with key features – user interface, Flash animation and more. A lot of graphical images, active databases, splash entrance pages, web forms, shopping cart, storefront, auction and product imaging are incorporated to make your simple website e-commerce enabled. SEO web design service package includes:

• Website design and development
• e-business consulting
• Product imaging
• Search engine optimization
• Audio and video integration
• Complete e-commerce website production

Usually, a professional website designer creates an extremely attractive website with SEO in mind by identifying the target market, online competition and the right keywords.

How to Select Experts – Web Design Service and SEO Solutions

A number of web design and development firms offer SEO web design services to make a lasting impression for your business, and thereby ensure it a strong web presence. With so many web design companies around, try to select one with high professional standards and expertise in all aspects of design and SEO works.

Rajeev R
http://www.articlesbase.com/web-design-articles/seo-web-design-720817.html

Posted on April 17th, 2010 by admin and filed under Web Design | 2 Comments »

A SEO Services Company is Responsible for Creating Traffic and Website!

A SEO services company is responsible for creating traffic and ranking in one’s website. They are also responsible in monitoring and making sure that the traffic and ranking is maintained for a period of time.  For more detail go to: www.seo-prediction.com. Because of this, there are a lot of new SEO companies that are trying to create name in the industry. Most of them are really true and hard working but there are also those who just wanted to scam and earn money from other people.

The use of Internet is spreading fast all over the world. Almost all transactions are now being made over the Internet and so a lot of businesses have started to create their websites. They find large traffic with Internet users.     For more detail go to: www.the20seotools.com. Some even say that it is cheaper to market and create advertisements over the Internet than in other forms of media. In order to achieve the traffic, the website owners look for the help of SEO companies. The SEO company provides the right elements to make your website attractive to your target audience. It uses several tools to catch the attention of people and to check the products and services that you are offering on your site.

The price for the services of a SEO company is competitive. It can give any website owner a run for their money. Once you find the right SEO Company for you, you are sure that the price you paid for is compensated. But what if you were able to get the services of a fake or scam SEO Company?

In order to prevent this thing to happen, you should be cautious in looking for the needed SEO Company. There are some tips that you can consider before grabbing the first SEO Company that offers you their services.

Avoid getting SEO companies that send their advertisements through scam emails. If an SEO company sent you an email informing you of the services that they offer, then do some research about them. This is the initial tactic of scam companies. More reliable SEO companies do not need to advertise themselves because their clients speak for them. Satisfied clients will truly be too happy to share to others the services that they received from their SEO Company. They will surely refer them to friends and acquaintances that need their services as well. It is better to inquire from SEO Company that is referred to you than from those that you just received emails from.

Do not bite to the SEO Company’s promise of achieving high rank immediately after you acquired their services. This is indeed an appealing offer but you should watch out. It is not easy to achieve a number 1 rank in the span of two-weeks or less. It requires a lot of talent to achieve this goal. You can expect to gain a high rank with the help of the SEO Company but it requires time to achieve it. It is better to go for the low but continuously moving up rank rather than the fast high rank but done in illegal manner.

Ram Babu
http://www.articlesbase.com/seo-articles/a-seo-services-company-is-responsible-for-creating-traffic-and-website-712591.html

Posted on April 17th, 2010 by admin and filed under SEO | 2 Comments »

A Democracia Plebiscitária Em Max Weber

A DEMOCRACIA PLEBISCITÁRIA EM MAX WEBER

 

*Robson Stigar

Resumo: Este artigo apresenta as principais características do pensamento Weberiano sobre a questão da Sociologia compreensiva, da política, enfatizando a democracia. Apresenta ainda a sua relação e afinidade com a democracia plebiscitária, objetivando compreender esta através do realismo calculado. Apresenta como Weber visualizava a democracia face o sistema de escolhas de lideranças políticas pelas massas.

Palavras chave: Aristocracia - Democracia plebiscitária – Legitimação - Lideranças Políticas – Sociologia Compreensiva.

INTRODUÇÃO

 

Max Weber (1864-1920) era, estritamente um burguês, um homem das camadas superiores e mercantis da vida urbana. Filho de um deputado federal do então Partido Nacional-Liberal, Weber teve sua juventude influenciada pelas atividades políticas de seu pai; e muito provavelmente a sua idéia a respeito da classe política, como a aristocracia responsável pela condução do destino da nação, tenha sido forjada a partir de ideais defendidos por seu pai. A visão aristocrática de Weber sobre a política com as seguintes palavras: O apelo de Weber a tradição aristocrática política. Suas reservas com relação à ‘honra’, ‘nobreza’ e ‘dignidade’ indica sua afinidades com à democracia, deve-se notar, não revelam um elitismo arrogante, mas, ao contrário, um realismo calculado. Mas enfim, em que consistia a visão aristocrática de Weber a respeito da democracia? Weber visualizava a democracia em seu sentido procedimental, ou seja, como sistema de escolhas de lideranças políticas pelas massas, sem, entretanto, ultrapassar esse limite no que diz respeito à participação.

BIOGRAFIA

Max Weber nasceu em 1864 e teve sua formação intelectual no período em que as primeiras disputas sobre a metodologia das ciências sociais começavam a surgir na Europa, sobretudo em seu país, a Alemanha. Filho de uma família da alta classe média, Weber encontrou em sua casa uma atmosfera intelectualmente estimulante. Seu pai era um conhecido advogado e desde cedo orientou-o no sentido das humanidades. Weber recebeu excelente educação secundária em línguas, história e literatura clássica. Em 1882, começou os estudos superiores em Heidelberg; continuando-os em Göttingen e Berlim, em cujas universidades dedicou-se simultaneamente à economia, à história, à filosofia e ao direito. Concluído o curso, trabalhou na Universidade de Berlim, na qual idade de livre-docente, ao mesmo tempo em que servia como assessor do governo. Em 1893, casou-se e; no ano seguinte, tornou-se professor de economia na Universidade de Freiburg, da qual se transferiu para a de Heidelberg, em 1896. Dois anos depois, sofreu sérias perturbações nervosas que o levaram a deixar os trabalhos docentes, só voltando à atividade em 1903, na qualidade de co-editor do Arquivo de Ciências Sociais (Archiv tür Sozialwissenschatt), publicação extremamente importante no desenvolvimento dos estudos sociológicas na Alemanha. A partir dessa época, Weber somente deu aulas particulares, salvo em algumas ocasiões, em que proferiu conferências nas universidades de Viena e Munique, nos anos que precederam sua morte, em 1920.

COMPREENSÃO E EXPLICAÇÃO

O método compreensivo, defendido por Weber, consiste em entender o sentido que as ações de um indivíduo contêm e não apenas o aspecto exterior dessas mesmas ações. Se, por exemplo, uma pessoa dá a outra um pedaço de papel, esse fato, em si mesmo, é irrelevante para o cientista social. Somente quando se sabe que a primeira pessoa deu o papel para a outra como forma de saldar uma dívida (o pedaço de papel é um cheque) é que se está diante de um fato propriamente humano, ou seja, de uma ação carregada de sentido. O fato em questão não se esgota em si mesmo e aponta para todo um complexo de significações sociais, na medida em que as duas pessoas envolvidas atribuem ao pedaço de papel a função do servir como meio de troca ou pagamento; além disso, essa função é reconhecida por uma comunidade maior de pessoas.

Segundo Weber, a captação desses sentidos contidos nas ações humanas não poderia ser realizada por meio, exclusivamente, dos procedimentos metodológicos das ciências naturais, embora a rigorosa observação dos fatos (como nas ciências naturais) seja essencial para o cientista social. Contudo, Weber não pretende cavar um abismo entre os dois grupos de ciências. Segundo ele, a consideração de que os fenômenos obedecem a uma regularidade causal envolve referência a um mesmo esquema lógico de prova, tanto nas ciências naturais quanto nas humanas. Entretanto, se a lógica da explicação causal é idêntica, o mesmo não se poderia dizer dos tipos de leis gerais a serem formulados para cada um dos dois grupos de disciplinas. As leis sociais, para Weber, estabelecem relações causais em termos de regras de probabilidades, segundo as quais a determinados processos devem seguir-se, ou ocorrer simultaneamente., outros. Essas leis referem-se a construções de “comportamento com sentido” e servem para explicar processos particulares. Para que isso seja possível; Weber defende a utilização dos chamados “tipos ideais”, que representam o primeiro nível de generalização de conceitos abstratos e, correspondendo às exigências lógicas da prova, estão intimamente ligados à realidade concreta particular.

A DEMOCRACIA

Na primeira parte de Economia e Sociedade, Max Weber expõe seu sistema de tipos ideais, entre os quais os de lei, democracia, capitalismo, feudalismo, sociedade, burocracia, patrimonialismo, sultanismo. Todos esses tipos ideais são apresentados pelo autor como conceitos definidos conforme critérios pessoais, isto é, trata-se de conceituações do que ele entende pelo termo empregado, de forma a que o leitor perceba claramente do que ele está falando. O importante nessa tipologia reside no meticuloso cuidado com que Weber articula suas definições e na maneira sistemática com que esses conceitos são relacionados uns aos outros. A partir dos conceitos mais gerais do comportamento social e das relações sociais, Weber formula novos conceitos mais específicos, pormenorizando cada vez mais as características concretas.

Uma vez exercido o direito de voto e sagrados os vencedores do pleito eleitoral, a vontade popular estaria atendida, cabendo aos seus representantes, de maneira autônoma, a direção governamental do país. Weber foi um nacional-liberal, mas não um liberal no sentido norte-americano. Ele não era propriamente um democrata no sentido francês, inglês ou norte-americano. Punha acima de tudo a grandeza da nação e o poder do Estado. Indubitavelmente, estimava as liberdades a que aspiram os liberais do velho continente. Sem um mínimo de direitos individuais, escreveu, não poderíamos mais viver. Não acreditava, porém, na vontade geral ou no direito dos povos de dispor de si mesmos, nem na ideologia democrática. Se desejava uma ‘parlamentarização’ do regime alemão, era para aprimorar a qualidade dos líderes, e não por princípio.

É interessante percebermos como Weber enxerga a democracia. Para ele, a participação popular se resume ao sufrágio universal. O processo é democrático somente na escolha e legitimação do governante. Não cabe ao governante atuar em função da vontade das massas que, segundo ele, são emocionais e irracionais.

A primeira idéia que ocorreu a Weber na elaboração dessa teoria foi a de que, para conhecer corretamente a causa ou causas do surgimento do capitalismo, era necessário fazer um estudo comparativo entre as várias sociedades do mundo ocidental (único lugar em que o capitalismo, como um tipo ideal, tinha surgido) e as outras civilizações, principalmente as do Oriente, onde nada de semelhante ao capitalismo ocidental tinha aparecido. Depois de exaustivas análises nesse sentido, Weber foi conduzido à tese de que a explicação para o fato deveria ser encontrada na íntima vinculação do capitalismo com o protestantismo: “Qualquer observação da estatística ocupacional de um país de composição religiosa mista traz à luz, com notável freqüência, um fenômeno que já tem provocado repetidas discussões na imprensa e literatura católicas e em congressos católicos na Alemanha: o fato de os líderes do mundo dos negócios e proprietários do capital, assim como os níveis mais altos de mão-de-obra qualificada, principalmente o pessoal técnica e comercialmente especializado das modernas empresas, serem preponderantemente protestantes”.

O sufrágio universal é muito mais uma aclamação periódica que confirma o carisma do líder escolhido. Em momento algum, identifica a participação das massas com a participação no poder. A participação das massas é importante na escolha dos líderes enquanto mais um fator de seleção de homens hábeis para conduzir a nação. Dessa forma, Weber considerava as instituições e idéias democráticas pragmaticamente: não em termos de seu ‘valor intrínseco’, mas de suas conseqüências para a seleção de líderes políticos eficientes.

Além dessas características, a perspectiva weberiana de democracia contemplava a valorização do parlamento como o celeiro natural de lideranças políticas e a necessidade da existência de um líder governamental carismático que, contrapondo-se ao poder da burocracia estatal, controlando-a, seria o condutor das aspirações nacionais. Aqui surge outra questão intimamente ligada à concepção de democracia weberiana, qual seja como lidar com a expansão do domínio da burocracia estatal. Com efeito, para Weber a burocracia representava o aparato funcional indispensável para o Estado fazer funcionar a “máquina” administrativa.

Weber louvava a impessoalidade, o formalismo, a previsibilidade e a perícia técnica da burocracia ao mesmo tempo que expunha seus temores pelo receio da ampliação desmedida da influência burocrática sobre a vida cotidiana das pessoas, bem como sobre as liberdades públicas e sobre a atividade política, o que, em última instância, significaria o “estrangulamento” da democracia.

Weber distingue no conceito de política duas acepções, uma geral e outra restrita. No sentido mais amplo, política é entendida por ele como “qualquer tipo dê liderança independente em ação”. No sentido restrito, política seria liderança dê um tipo dê associação específica; em outras palavras, tratar-se-ia da liderança do Estado. Este, por sua vez, é defendido por Weber como “uma comunidade humana que pretende o monopólio do uso legítimo da força física dentro de determinado território”. Definidos esses conceitos básicos, Weber é conduzido a desdobrar a natureza dos elementos essenciais quê constituem o Estado ê assim chega ao conceito dê autoridade ê dê legitimidade. Para quê um Estado exista, diz Weber, é necessário quê um conjunto dê pessoas (toda a sua população) obedeça à autoridade alegada pêlos detentores do poder no referido Estado. Por outro lado, para quê os dominados obedeçam é necessário quê os detentores do poder possuam uma autoridade reconhecida como legítima.

A autoridade pode ser distinguida segundo três tipos básicos: a racional-legal, a tradicional e a carismática. Esses três tipos dê autoridade correspondem a três tipos dê legitimidade: a racional, a puramente afetiva e a utilitarista. O tipo racional-legal tem como fundamento a dominação em virtude da crença na validade do estatuto legal e da competência funcional, baseada, por sua vez, em regras racionalmente criadas. A autoridade desse tipo mantém-se, assim, segundo uma ordem impessoal e universalista, e os limites de seus poderes são determinados pelas esferas de competência, defendidas pela própria ordem. Quando a autoridade racional-legal envolve um corpo administrativo organizado, toma a forma dê estrutura burocrática, amplamente analisada por Weber.

A respeito da visão weberiana sobre democracia e burocracia, pondera o seguinte: “O efetivo dilema a ser enfrentado pelas democracias seria: considerado o inexorável processo de complexificação e burocratização da sociedade moderna e dadas as características de cada um dos agentes do jogo político e os seus recursos de poder, como impedir que a burocracia venha a usurpar o poder e como assegurar que permaneça sendo apenas um elo de ligação entre dominadores e dominados?” Esse mesmo dilema é formulado pelo próprio Weber (1999, p. 542):  “Em face da indispensabilidade crescente e da conseqüente firmeza, cada vez maior, da posição de poder do funcionalismo estatal, que aqui nos interessa, como pode haver alguma garantia de que existam poderes capazes de manter dentro de seus limites a prepotência enorme desta camada cada vez mais importante, e que a controlem eficazmente? Como será possível uma democracia pelo menos neste sentido limitado?” Em termos sintéticos, pode-se dizer que a democracia weberiana equivalia a um mero procedimento de legitimação de lideranças pelo voto e por aí se limitava sua abrangência.

Uma vez eleitos, os líderes políticos, como possuidores de cheques em branco, poderiam conduzir, livremente, suas ações, sem quaisquer vinculações com as aspirações dos seus eleitores. Esse modelo de democracia, considerado por estudioso da sociologia política (SANTOS, 2002, p. 42) como sendo de democracia de “baixa intensidade”, em muito se aproxima do paradigma democrático idealizado por Joseph Schumpeter (1961), para quem “a democracia é um método político, ou seja, um certo tipo de arranjo institucional para se alcançarem decisões políticas – legislativas e administrativas – e, portanto, não pode ser um fim em si mesma, não importando as decisões que produza sob condições históricas dadas”. Na visão de Schumpeter, não existe governo pelo povo, o que pode existir é governo para o povo, que é exercido por elites políticas que são as responsáveis pela proposição de alternativas para a nação.

A visão weberiana de democracia centrava o sucesso da condução política da nação no desempenho de seus líderes políticos, limitando a participação popular ao sufrágio em pleitos eleitorais, o que reflete a postura de Weber contrária à participação popular na condução do processo governamental da nação. Os políticos, para Weber, seriam a expressão da epresentatividade máxima da nação e, portanto, seus condutores utorizados. A burocracia estatal ao contrário, ameaçava, com sua expansão técnica, a “saúde” da democracia e deveria ser controlada, com vigor, por lideranças carismáticas.

Essa mescla de burocracia profissional, de um parlamento formado por elites e de lideranças carismáticas, formava o que o próprio Weber denominava como “democracia plebiscitária”, que constituiria o tipo mais importante de democracia de líderes – em seu sentido genuíno, é uma espécie de dominação carismática oculta sob a forma de uma legitimidade derivada da vontade dos dominados e que só persiste em virtude desta.

A dominação carismática é um tipo de apelo que se opõe às bases de legitimidade da ordem estabelecida e institucionalizada. O líder carismático, em certo sentido, é sempre revolucionário, na medida em que se coloca em oposição consciente a algum aspecto estabelecido da sociedade em que atua. Para que se estabeleça uma autoridade desse tipo, é necessário que o apelo do líder seja considerado como legítimo por seus seguidores, os quais estabelecem com ele uma lealdade de tipo pessoal. Fenômeno excepcional, a dominação carismática não pode estabilizar-se sem sofrer profundas mudanças estruturais, tornando-se, de acordo com os padrões de sucessão que adotar e com a evolução do corpo administrativo, ou racional-legal ou tradicional, em algumas de suas configurações básicas.

Nesse modelo, idealizado por Weber, a dominação carismática que, em sua conformação original, era legitimada pelo reconhecimento, puro e simples, das qualidades extracotidianas dos líderes carismáticos (profetas, sábios, curandeiros, heróis de guerra, etc.) pelos carismaticamente dominados passa a ser legitimada pela realização de pleitos eleitorais.

Dessa maneira, a dominação carismática, interpretada em seu sentido original como autoritária, pode ser reinterpretada como anti-autoritária, pois a potencialidade da autoridade carismática se reveste da legitimação eleitoral que ratifica o primitivo reconhecimento carismático. Nessa situação, o senhor legítimo, em virtude do próprio carisma, transforma-se em um líder livremente eleito (WEBER, 2000, v. 1, p. 175- 176).

A DEMOCRACIA PLEBISCITÁRIA

A democracia plebiscitária weberiana se inspira nessa concepção de denominação carismático-eleitoral. O plebiscito é o instrumento de legitimação periódica do líder carismático como homem de confiança das massas. O caráter elitista da visão política weberiana se revela nessa sua concepção de democracia plebiscitária. Com efeito, para Weber, as massas eram irracionais e despreparadas, sem condições de contribuir para a gestão governamental da nação, logo, “no Estado moderno, a liderança tinha que ser uma prerrogativa da minoria, característica inevitável dos tempos modernos” (GIDDENS, 1998, p. 33).

A democracia plebiscitária de Weber, com a figura do líder carismático legitimado elas urnas, foi idealizada como uma contraposição ao paradigma tradicional da democracia representativa, que ele entendia como “acéfala”, sem liderança (BOBBIO, 987, p. 170).

A maior parte das idéias que justificam a concepção weberiana de democracia plebiscitária resulta da visão crítica que Weber possuía a respeito da política alemã e que consolidara entre 1890 e 1920. Não por acaso, mas como resultantes do seu olhar atento sobre o cenário político da época de Bismarck (1815-1898), Weber produziu escritos que refletem os motivos orientadores da sua opção pela democracia plebiscitária: “Parlamento e Governo na Alemanha Reordenada” (1918) e “Política como Vocação” (1919) são trabalhos que documentam esse contexto.

Weber era um descontente com o legado político da era Bismarck. Com efeito, na sua visão, o “Chanceler de Ferro”, condutor do processo de unificação da Alemanha, ultimado em 1871, com seu autoritarismo, foi responsável pelo enfraquecimento do parlamento alemão, em contraste com o fortalecimento do executivo. Essa ação de Bismarck sufocara “a emergência de novos talentos com vocação de liderança independente, legando a condução dos negócios públicos a burocratas, em grande medida eficientes e honestos, mas politicamente míopes” (KRAMER, 2000, p. 181).

As palavras do próprio Weber (1993, p. 38-39), contidas no primeiro capítulo de “Parlamento e Governo na Alemanha Reordenada”, cujo título é “A Herança de Bismarck”, tornam claras algumas das razões que o levaram ao paradigma da “democracia plebiscitária”: “Diante desses pressupostos e pelo ângulo da questão que nos interessa, qual foi a herança política de Bismarck.

 Ele nos legou uma nação sem qualquer formação política e muito abaixo do nível que já alcançara vinte anos antes. E, principalmente, uma nação sem qualquer vontade política, acostumada a ver o grande estadista, lá no alto, a cuidar da política em seu lugar. E mais, como conseqüência do mau uso do sentimento monárquico usado como biombo a serviço de seus próprios interesses no embate partidário, nos deixou uma nação habituada a deixar as coisas acontecerem de forma fatalista sob a égide do ‘regime monárquico’, sem senso crítico em relação aos que se instalaram no lugar deixado vago por Bismarck e que tomaram nas mãos as rédeas do poder com surpreendente atrevimento.

Nesse ponto, consumou-se, de longe, o maior dano. Em contraposição, o grande estadista não nos deixou nenhuma tradição política. Ele não atraiu, sequer tolerou, cabeças pensantes e íntegras. E, para maior desgraça da nação, além de nutrir a mais completa desconfiança por qualquer pessoa que, a seu ver, pudesse vir a ser seu sucessor, ele ainda tinha um filho cujas qualidades realmente modestas de estadista ele surpreendentemente superestimava. Em contrapartida a essa desconfiança doentia, podemos citar uma conseqüência totalmente negativa de seu tremendo prestígio: um parlamento completamente impotente.

Ele mesmo reconheceu esse erro, quando não ocupava mais o cargo e sofreu na própria pele as conseqüências dessa realidade. Essa impotência também trazia consigo um parlamento com um nível intelectual grandemente reduzido. É fato que a lenda moralizante de nossos literatos apolíticos dá uma explicação exatamente oposta para suas origens: por ter, e continuar tendo, um baixo nível intelectual é que o parlamento, merecidamente, permaneceu sem poderes. Contudo, fatos e ponderações simples mostram a verdadeira correlação dos acontecimentos, cristalina para todo pensador consciente.

Decisivo para o alto ou baixo nível de um parlamento é se, em suas instâncias, os problemas são meramente debatidos ou se elas têm poder e decisão. Isto é, se o que acontece entre suas paredes é decisivo ou se ele é simplesmente um órgão decorativo tolerado a contragosto pela burocracia reinante.” Em razão desse contexto, como forma de revitalizar o cenário político alemão, Weber formula sua concepção de “democracia plebiscitária”, um regime híbrido, em que o parlamento, como celeiro de líderes e como instituição que controlaria os excessos da burocracia e do próprio líder carismático do Executivo, dividiria com o presidente do Reich a condução política do país.

Nesse modelo, Weber abandona sua antiga tendência pelo parlamentarismo puro, “tendo em conta que no parlamentarismo clássico o líder se tornava prisioneiro de compromissos partidários e interesses corporativos”, passando a defender a eleição direta do presidente do Reich, que, fortalecido pelo amplo apoio “plebiscitário” dos seus eleitores, poderia, com o vigor do seu carisma, “romper o imobilismo burocrático e as resistências parlamentares às suas medidas de direção nacional…” (COHN, 1993, p. 18). Assim, no modelo weberiano, o líder político carismático deveria ser eleito pelo povo inteiro e não pelo Parlamento.

Segundo Weber, citado por Mayer (1985, p. 76): “Somente a eleição por maioria popular do Presidente do Reich daria a oportunidade de seleção da liderança política e poderia conduzir à revitalização de partidos políticos que superassem o antiquado sistema dirigido pelas notabilidades, até aqui praticado. Se esse sistema continuasse, uma democracia político progressista não teria vez.”

A visão política de Weber, afora a sua percepção do avanço da racionalização e da conseqüente burocratização, tem seu foco assentado no contexto político concreto da Alemanha, durante as eras bismarckiana e pós-Bismarck. Assim, Weber não tinha a pretensão acadêmica de empreender um estudo sistemático da democracia; suas incursões nesse campo eram motivadas por preocupações com relação ao futuro político da Alemanha, que enfrentava uma guerra externa e profundas reformas internas.

A concepção democrática de Weber, tributária da sua visão contextual e histórica da Alemanha do seu tempo, apresentava as seguintes características: A liderança política era uma prerrogativa da minoria [a “classe dirigente” de Mosca], a massa da população apenas escolheria os integrantes do parlamento e o líder carismático pelo voto.

A burocracia, indispensável ao funcionamento da democracia, deveria ser controlada pelos líderes políticos, como forma de se evitar uma dominação burocrática incontrolada. O líder carismático e plebiscitário, que se contrapõe a uma democracia sem liderança, seria o condutor político da nação. O parlamento, além de funcionar como uma escola de líderes, agiria “como salvaguarda contra a aquisição excessiva de poder pessoal por um líder plebiscitário”. “Conceitos como a ‘vontade do povo’, a verdadeira vontade do povo. O representante parlamentar é o senhor de seus eleitores e não o servidor deles.

CONCLUSÃO

 

A concepção de democracia plebiscitária de Max Weber refletia, sem dúvida, o seu perfil político liberal, mas, também, elitista. Se, por um lado, procurava contrapor-se aos avanços da burocratização, com a conseqüente perda da liberdade humana, por outro, não reconhecia capacidade política às massas para se auto-dirigirem, tendo em conta a sua suposta irracionalidade.

A política, para ele, deveria ser conduzida por uma camada dirigente recrutada segundo critério plutocrático (WEBER, 1998, p. 66), fato que compromete, na essência, o outro pilar da democracia, além da liberdade: a igualdade. Em Weber, a democracia é um procedimento, um meio na luta pelo poder. Valor seria a liberdade mais do que a igualdade, e nisso se revela o liberal mais do que o democrata.

Contudo, o diagnóstico e o modelo weberianos se demonstraram insatisfatórios à luz da realidade política contemporânea. Com efeito, a debilidade dos regimes representativos, no que diz respeito à credibilidade pública, decorre, em grande parte, do desempenho insatisfatório das delegações conferidas pelos cidadãos aos ocupantes de mandatos eletivos, descumprimentos de programas eleitorais, corrupção, inobservância de fidelidade partidária, etc.

Na verdade, o “perigo burocrático” visualizado por Weber não atingiu proporções reais que viesse a comprometer a governabilidade estatal, sendo, ao contrário, uma garantia mínima de que o aparato estatal poderia atuar de maneira impessoal, técnica e previsível, afastando-se de posturas cartoriais, favorecedoras de interesses de determinados grupos.

A confiança de Weber na força de uma liderança carismática, sua percepção de que o agir político seria sempre orientado pela devoção aos supremos interesses da nação e sua incredibilidade quanto ao potencial de participação política racional dos cidadãos, bem como a sua aversão à burocracia estatal profissional, que, em essência, representa uma garantia para a própria sociedade, são fatores que comprometem a pretendida eficácia política do seu modelo de democracia representativo plebiscitária.

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* Licenciado em Ciências Religiosas – PUCPR; Licenciado em Filosofia – PUCPR; Bacharel em Teologia – PUCPR; Especialista em História do Brasil – FIE; Especialista em Psicopedagogia – FACINTER; Especialista em Ensino Religioso – PUCPR; Especialista em Educação, Tecnologia e Sociedade – UTFPR; Especialista em Catequética – PUCPR; MBA em Gestão Educacional – OPET; Mestrando em Ciências da Religião – PUCSP; Professor de filosofia e sociologia.

Robson Stigar
http://www.articlesbase.com/política-articles/a-democracia-plebiscitria-em-max-weber-709664.html

Posted on April 17th, 2010 by admin and filed under SEM | No Comments »

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